A licitação para armazenamento de energia na Argentina atraiu 235 propostas, totalizando mais de 8.300 MW.

2026-05-29

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Na quarta-feira, o governo argentino abriu os envelopes técnicos da licitação nacional e internacional para armazenamento de energia, conhecida como Alma SADI, lançada em março.

A iniciativa visa integrar sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) em nós críticos nas regiões de NOA, NEA, Central, Litoral, Cuyo e Buenos Aires (excluindo a AMBA). Ela foi projetada para fortalecer a confiabilidade do Sistema de Interconexão Argentino (SADI) e reduzir as interrupções no serviço, principalmente durante os períodos de pico de demanda.

Um total de 235 projetos foram submetidos por 37 empresas, representando 8.335 MW de capacidade proposta, o que é cerca de 12 vezes (+1.090%) a meta de 700 MW inicialmente estabelecida para a licitação.

Após o recebimento das propostas, a Compañía Administradora del Mercado Mayorista Eléctrico (CAMMESA), operadora do sistema elétrico argentino, avaliará as propostas. Os resultados estão previstos para serem divulgados em 16 de junho, antes da abertura das propostas financeiras em 24 de junho. A adjudicação dos contratos está prevista para o início de julho.

A CAMMESA estima que esta primeira fase exigirá um investimento de aproximadamente $700 milhões para atingir a meta de 700 MW — o equivalente a cerca de $1 milhões por MW.

A iniciativa baseia-se no projeto de Armazenamento da Grande Buenos Aires (ALMA-GBA), a primeira licitação de armazenamento de energia em larga escala do país, que foi adjudicada no início de setembro do ano passado. Nesse processo, o governo contratou 713 MW de capacidade de armazenamento em nós críticos da Região Metropolitana de Buenos Aires (AMBA), superando a meta inicial em mais de 401,3 trilhões de toneladas, com um investimento estimado em mais de 1,4 trilhão de toneladas. A construção está em andamento.